AINDA SOBRE AS ALMAS GÊMEAS
por Lucilla- meridius@superig.com.br

"Acabo de reler um maravilhoso livrinho de Elizabeth Clare Prophet, um dos ícones da espiritualidade moderna, chamado “Chamas Gêmeas e Almas Companheiras”. Tenho uma fascinação toda especial por este assunto, a respeito do qual já discorri em outros artigos, como o farei novamente agora, porque um tal livro assume conotações diferentes, se lido em fases diversificadas da nossa vida.

Digo isso porque, ao comprá-lo, o assunto almas gêmeas já me atraía bastante e se revestia de um significado especial dentro da minha busca espiritual. Nunca poderia imaginar que, em lendo-o da segunda vez, ele adquiriria toda uma nova luz própria, de vez que, desta feita, houve uma identificação surpreendente da descrição das contingências nas quais ocorrem os encontros com as nossas almas gêmeas com o que andou me acontecendo nos últimos três ou quatro anos.

Não faz muito, concluí uma obra psicografada intitulada “Elysium” que discorre acerca dos episódios evolutivos de um grupo espiritual que me é afim, e entre os quais eu me incluo. Com quase dois anos de um trabalho cuidadoso e realizado com muito amor, quando meu mentor espiritual o iniciou através da minha psicografia, eu não poderia supor que o teor da narrativa desaguaria no relato de como foi confirmada, na espiritualidade e em “Elysium”, a cidade espiritual acima da Itália que nos acolhe sempre nos intervalos entre as reencarnações, a identidade da minha própria alma gêmea na pessoa deste mentor amoroso, que me acompanha desde há idos a perder de vista no passado, e ainda agora nesta experiência terrena, como guia espiritual atento, cuja presença e inspiração é absolutamente inquestionável e uma adorável constante durante a minha jornada física atual.

Elizabeth Clare Prophet se pronuncia com bastante clareza nesta obra encantadora sobre o modo como as almas gêmeas – almas idênticas em matiz energético espiritual desde o momento em que foram concebidas do hálito do Criador – absolutamente não podem ser separadas e como se dá a sua comunhão, no mais das vezes, inclusive, de uma dimensão para outra da vida. Não importa se uma se encontra no Brasil e outro na Austrália; se um está encarnado e o seu complemento desencarnado. A tremenda e única sintonia espiritual que comungam os junge como os magnetos de um imã, na polaridade positiva e negativa dos aspectos feminino e masculino da divindade, de onde foram respectivamente gerados. E o que um experimenta no mais profundo do seu íntimo indiscutivelmente afetará o outro em ressonância, não importando onde esteja. Isto se torna em todo interesse que ambos se empenhem na maestria do amor sublimado que alija do ser todas as imperfeições e todo o egoísmo, porque sua missão última, uma vez unidos, é justamente exemplificarem, juntos, a forma mais perfeita do amor abnegado, de um para com o outro e daí para com todos os seres.

Em nos desfazendo dos aspectos apartados dos princípios amorosos para com o nosso próximo e em relação a nós mesmos, beneficiaremos também a nossa alma gêmea, onde quer que ela se encontre, já que a isentaremos do sofrimento paralelo que lhe causa todo e qualquer dissabor que experimentemos, todos os frutos amargos de nossos enganos que repercutem negativamente no imo d’alma deste, ou desta, que nos está destinado um dia por companheiro(a) insubstituível, na realização daquele amor perfeito descrito nos contos de fada e tão em descrédito nos dias áridos que correm para os seres reencarnados.

Pois em lendo uma segunda vez estas revelações sublimes, me ocorreu de imediato o teor do que me foi narrado em “Elysium”, quando os mentores maiores da espiritualidade explicam a mim e a Caio Fábio a vitória incomparável que vínhamos de alcançar, após séculos de inconsciência numa separação necessária a todo par de almas gêmeas que se perdem uma da outra no decorrer da evolução, por incorrerem na chamada “queda” na qual nos lança o nosso livre arbítrio, ao optarmos por aquelas coisas dissociadas da divina essência amorosa que nos é inerente, no próprio cerne do nosso ser.

Ao final da leitura, me reposicionei em redobrada alegria. É uma dádiva alcançada e destinada a todos os seres, mais cedo ou mais tarde. Uma herança sagrada a todos reservada de direito, a par da imortalidade inundada de luz nos caminhos desconhecidos que nos aguardam para além dos limites fugazes da materialidade.

Assim como foi para nós, para cada um que lê estas linhas se destina o príncipe ou princesa encantada dos nossos mais lindos sonhos. Façamo-nos por merecer, portanto, este presente de Deus, por mais irreal que isto nos soe no presente momento.

Não nos permitamos ser enganados pelo alcance falho dos nossos sentidos físicos; o amor genuíno jamais é percebido por qualquer um deles.

Com amor,

Lucilla e Caio Fabio Quinto

"Elysium"

http://www.elysium.com.br