A SENDA DO MÉDIUM 2 - AS ARMADILHAS
por Lucilla- meridius@superig.com.br

"Guia ou mentor espiritual nenhum gosta de ser posto à prova. Isto é coisa sabida, difundida na Doutrina, e transmitida a todo e qualquer médium de boa vontade. Porque é alerta precioso ao seu caminho: o de se por de guarda contra as "armadilhas", arquitetadas por aqueles que ainda não tem alcance, compreensão, ou que agem mesmo à sorrelfa, no intuito de desmoralizar os médiuns e a divulgação benéfica da revelação de uma realidade à qual não se dão, nem mesmo, o trabalho do estudo, antes do ataque cego e destituído de base fundamentada.

Os mentores repetidamente mencionam que colocá-los à prova por meio do médium, a fim de provarem a veracidade da sua existência, é para eles tão absurdo, e merecedor, senão de lástima, de profunda piedade, para com os que lançam mão deste esforço despropositado, quanto será para qualquer um que, uma vez transpondo o limiar entre as duas dimensões da Vida, depois da desencarnação, se veja submetido ao mesmo constrangimento, na sua tentativa de se comunicar com os que por aqui ainda se demoram, e aos quais estimam com sinceridade. Será, também para estes, desagradabilíssimo, o ter que provar que "são quem são", ou seja: os mesmos que por aqui, encarnados, eram, sem tirar nem por uma só nuance, em função do ceticismo preconceituoso que ainda grassa no mundo, em pleno século 21!

As "armadilhas", neste contexto, são bem conhecidas de qualquer médium prevenido e experiente: cansa de acontecer, e para isto forneço meu próprio testemunho. Por vezes vindas mesmo de conhecidos, ou parentes, na consagração do legendário dito de que "santo de casa não faz milagre".

Por vezes conhecidos, amigos e familiares dispõe estranhamente da maior facilidade em depor confiança num médium completamente desconhecido - mas repentinamente consagrado pela mídia, no verdadeiro estardalhaço que só a mídia sabe promover - , do que no que faz parte do seu círculo íntimo, embora anônimo, e de quem conhecem, por convivência, a idoneidade, a retidão de caráter e de propósitos, na vida, como na profissão da fé.

Trata-se de estranha tendência do ser humano, a de duvidar de seus próprios sentidos, em detrimento do conhecimento bastante confiável de que se dispõe em relação a um ente mais próximo, em favor da hipnose irrefletida, produzida pelo forte e trabalhado magnetismo com que o poder de divulgação comercial da ordem do dia seduz as pessoas, seja na direção do chester em promoção em determinado mercado, quanto na direção do médium que, por uma ou outra razão, atinge o conhecimento do grande público, não vindo ao caso, aqui, até que ponto é ou não preparado, ou bem intencionado.

É neste contexto, portanto, que menciono as "armadilhas". Na hora de se receber o telefonema do conhecido rogando alguma trivialidade: que o nosso mentor se disponha a dizer onde se encontra determinado objeto valioso que sumiu (o objeto simplesmente não existe); que, pelo amor de Deus, venha uma mensagem psicografada de um desencarnado (inventado, óbvio - inexistente, para se testar o médium, e fazê-lo cair em descrédito, se a dita mensagem vier), com o fim de diminuir a dor dos parentes e amigos; ou simplesmente relatando-se uma série de sandices "extra-psíquicas" - de uma infantilidade e puerilidade infinitas! - para avaliar se o incauto médium incorre no erro de proclamar desavisadamente este ser, que tantas mentiras relatou propositalmente, à conta de algum iluminado ou privilegiado das alturas, proporcionando assim que o autor da troça ria horrores com a resposta que, se viesse, de um médium bem despreparado se revelaria.

Não ocorre a estes zombadores da seriedade do Espiritismo que a Espiritualidade Assistente, à parte de suas crenças ou descrenças tolas, existe, e existe bem concretamente; e, tanto mais bem preparado seja o médium por intermédio do qual atua, mais chances existirão de que seja, em tempo real, intuído quanto ao que se esconde por detrás de cada solicitação que se lhe dirige. Nítidamente, de maneira cristalina, a "voz" iniludível do seu mentor espiritual particular lhe advertirá sobre cada solicitação sem cabimento, ou destituída de boa intenção, de verdade e de sinceridade, porque a tarefa de qualquer médium sério é bem específica; mais ainda a dos bondosos mentores desencarnados, que têm mais o que fazer em favor dos dotados de nobreza de coração, e de autenticidade de necessidades espirituais, do que perder tempo - e permitir que seus médiuns o percam - com "testes" e "armadilhas" que se lhes são dirigidos com finalidade maléfica, ou desejando-se adquirir provas de coisas que o correr da vida, facilmente, demonstrará implacavelmente a cada um, se não for hoje, mais um pouco amanhã.

Parte 1

Com amor,

Lucilla e Caio Fábio Quinto

"Elysium"

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