A SENDA DO MÉDIUM 4 - IRMÃOS DO ALTO DA MONTANHA
por Lucilla- meridius@superig.com.br

"A ausência de compreensão humana para muitos assuntos da espiritualidade provocou um desvio de entendimento para com tópicos cujas realidades se situam, naturalmente, para muito além das definições usadas por meio dos recursos de linguagem, inevitavelmente restritos para se compreender os assuntos transcendentes. O conceito de guias, mentores e instrutores espirituais descambou para esse terreno.

Preferimos antes dizer que, em relação aos que amparamos durante o período de suas reencarnações, somos irmãos que se situam no "alto das montanhas", em relação aos que transitam "lá embaixo", dispondo de uma abrangência de visão limitada pelas próprias circunstâncias da sua situação passageira, de viajores da dimensão corpórea.

O que segue na estrada não tem condições de visualizar, antecipadamente, o que vai deparar depois da curva. Aquele que se acha do alto das montanhas e colinas próximas, todavia, dispõe de um campo de visão privilegiado em relação ao outro, e de condições melhores para avisá-lo de qualquer imprevisto na proximidade do caminho adiante, lançando mão, para isto, dos recursos cabíveis para o momento: um telefone celular, se for o caso, ou rádios transmissores de longo alcance, por exemplo, em se atendo aos que, como vocês, se situam nivelados em condições sensoriais.

No que nos diz respeito, contudo, dispomos de outros meios mais eficientes, por lidarmos com o campo das energias mais refinadas: quem se lembrará da limitação sujeita a falhas de funcionamento dos aparelhos materiais, quando se conta com o poder de alcance transcendente da comunicação instantânea e límpida, ao fazer-se uso da linguagem do pensamento e da alma, cuja captação simultânea nos permite resultados incomparavelmente mais satisfatórios?

Nossa posição em relação aos nossos assistidos é bem de acordo com o exemplo citado - ressaltando, contudo, a necessidade do exercício de sintonia da parte dos nossos tutelados, chamando-nos, sempre que possível, com a "voz" dos pensamentos, o que criará um "fio condutor" que os permitirá, assim, atenderem ao nosso "chamado telefônico" (telepático) com maior facilidade; também não somos seres melhores do que vocês, senão mais experientes e, como foi dito, situados em patamares melhores de observação, de vez que não contamos com as barreiras de tempo e de espaço. Dispomos de um ângulo de visão privilegiado em relação aos acontecimentos que os aguardam, e é tudo. E é também verdade que - como muitos argumentam, na obstinação da incredulidade pessimista, e na conveniente ignorância do melhor no coração e nas intenções do próximo - que, de um certo ponto de vista, todos "podem muito bem pegar de uma caneta e saírem escrevendo qualquer coisa, apregoando depois serem médiuns, e que tais mensagens são de espíritos".

Nós lhes asseguramos a integral veracidade desta assertiva - em relação aos bondosos de coração e de intenções, e aos dotados de nobreza de alma e de generosidade na finalidade das suas atitudes, normalmente voltadas para a irradiação de maior claridade no mundo. Não quanto aos que, de má fé, venham a fingir intencionalmente que algo receberam da nossa dimensão de vida, na intenção de desmoralizar a iniciativa dos intermediadores de boa fé. Não aos debochados, e aos antecipadamente céticos, que espalham de maneira lamentável o pessimismo destruidor da esperança e das luzes nas almas dos seres humanos. A estes, deixamos entregues à Providência que, por intermédio das experiências imperceptíveis do dia-a-dia, os encaminha infalivelmente ao aprendizado inevitável a todos, à convicção pelo amadurecimento, no tempo certo. Aos puros de coração, contudo, acorremos instantaneamente, sim; com alegria, entusiasmo e afeto, como assim o fazíamos, enquanto encarnados, por aqueles que ocupavam nossos corações com as mais santas expressões de afetividade.

"Pedi e obtereis"... Estejam certos os irmãos, portanto, de que aí estaremos, à revelia mesmo da sua percepção mais objetiva, inspirando-os, senão pela psicografia, através da intuição, ou por qualquer método disponível para cada caso particular; sempre que necessário, ou que a nós dirigirem seus pensamentos em busca de orientação e de reconforto naqueles momentos de maior solidão.

Deixamos a Terra um dia com nossos amigos e familiares, que nos acompanharam durante o período de experiência corpórea; deixamos também o universo invisível, na direção das vivências na vida física, repleto de amigos amorosos que, orando em nossa intenção, ou acompanhando-nos os passos como amigos devotados, na mesma manifestação terna de carinho com que por aqui dividimos horas inesquecíveis, nos seguem os passos nas provas da materialidade, devotadamente, e independentemente de crença ou descrença, compreensivos das condições transitórias de esquecimento às quais todos nos submetemos no empenho da solução das pendências de ordem material.

Sigam, então, na certeza de que mãos invisíveis entrelaçam as suas a cada lance de alegria ou de tristeza, de temores ou de aflição. Um dia celebraremos novamente, em paragens maravilhosas, as alegrias do amor e da comunhão de almas, em plenitude de serenidade e de paz.

Indubitavelmente, alguém vela por vocês, "do alto das montanhas"...

Irmão Marcus

Pela psicografia de Lucilla

"Elysium”

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