DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS... - I -
por Lucilla- meridius@superig.com.br

"Há um capítulo num de meus livros psicografados, ainda a ser publicado, que tem este título.

Trata exatamente disso: do que são feitos os sonhos; só que de uma perspectiva espiritual. A do nosso desprendimento noturno do corpo durante o período do sono. Daquele momento de dasafogo experimentado por todo reencarnado, quando deixamos no leito a roupagem exausta das atividades do dia para nos entretermos com a continuidade das realizações mais gratificantes, conferidoras da liberdade mais ampla, quais as que efetuamos quando destes retornos periódicos ao nosso mundo maior.

Lembro-me de que não faz muito tempo, durante os meus exercícios de meditação anteriores ao sono, mentalizei firmemente a vontade de me avistar, durante o desprendimento, com este que é o meu Mentor das esferas invisíveis. Atravessava um período de certa ansiedade relacionada aos meus projetos de vida, que me constrangia a esta necessidade irreprimível. Elevei intensamente o pensamento a Jesus, a nossa Autoridade espiritual maior, e a ele, Fabio, rogando me proporcionassem esta graça reconfortante. Gostaria de me recordar, no retorno ao meu corpo físico. Enfatizei, contudo, guardar entendimento de que eles, mais do que eu, conheciam as possibilidades reais de tal tentame, e que portanto me submeteria às suas diretrizes. Nada obstante minha sincera intenção de que tal se realizasse, saberia compreender se nada acontecesse, entendendo que elementos outros, de ordem espiritual, facilitam ou dificultam a concretização destas coisas, já que os fatores eventuais de ordem fluídica, vibratória, e a barreira natural do cérebro físico nem sempre permitem o acesso livre e desobstruído à visualização fiel daquilo que se dá durante as nossas incursões noturnas pelas paragens invisíveis.

Foi maravilhoso! Não seria a primeira vez que com ele me avistava por este método, de vez que outros encontros se deram desta forma, nítidos e peculiares demais para que se os confundisse com os sonhos comuns.

Caio me aparece sempre, nestas ocasiões, com a mesma aparência que me permite identificá-lo, fielmente, e em situações e lugares maravilhosos, transmissores de uma paz espiritual indescritível! Pois ainda desta vez, não se sabe em mobilizando quais recursos para atender-me ao apelo, o bondoso e querido mentor não me decepcionou: despertei de chofre, com a lembrança nítida do nosso encontro, e do diálogo que mantivemos. Recordava claramente de que o me ver assim tão objetivamente próxima dele, como se conversando com qualquer amigo quando desperta, num ambiente plenamente definido, me passou uma certa sensação de estranheza em relação à sua pessoa, de mistura com a alegria quase eufórica que experimentava. Compreensivo, ele me abraçou, explicando: -Você precisa se "reacostumar" com a minha presença física, minha querida!-.

Nada mais compreensível. Ele aludia ao nosso contato, que na contingência específica desta minha vida física, nos impunha o tempo todo o elo mediúnico que temos comungado, através da psicografia, e pode-se mesmo dizer, da telepatia nítida em determinados momentos em que nos comunicamos sem o uso da palavra escrita. Natural que, enquanto mergulhada neste gênero de experiência própria aos encarnados, temporariamente apartada dele pela convivência "visual", e tendo a memória obscurecida para as realidades que nos são comuns na nossa pátria espiritual de origem, me causasse estranheza o estar de repente vendo-o de uma forma tão incisiva, com riqueza mesmo de detalhes da sua própria aparência, e sentindo-lhe o abraço carinhoso como qualquer um dividido com meus companheiros de jornada reencarnados ao meu lado, no momento presente.

Este relato é uma ilustração daquilo que ocorre com todos, freqüentemente, no período do desprendimento pelo sono noturno, ao qual deveríamos maior atenção pelo muito de vivência útil que colhemos em relação às nossas realidades espirituais.

Sem ignorar que, indubitávelmente, os sonhos algumas vezes contêm uma amálgama confusa derivada daquilo que povoa o nosso subconsciente - preocupações, medos, anseios relacionados às nossas ocupações cotidianas - entretanto, o inegável é que, para aquele que se volta ao estudo sério e ao desenvolvimento da consciência desperta, da atenção ao que ocorre durante estes estágios de libertação do corpo material, não se demora muito a constatação da singularidade da experiência. Gradativamente, se faz bastante claro ao nosso entendimento o que é simples sonho, e o que não é, ou antes: o que são antes as recordações, (distintas do sonho comum), embora nem sempre completas e nítidas o suficiente, do que fizemos durante o nosso desdobramento noturno; quem encontramos, o que ouvimos deles, o que dissemos, os lugares visitados.

Ainda voltarei a este assunto oportunamente, com outras ilustrações de maravilhosas experiências vividas, que indubitavelmente vieram atestar a realidade, ainda enquanto aqui encarnada, dos seres espirituais que somos, tendo à nossa disposição um universo de vida muito mais vasto do que transitoriamente supomos, enquanto mergulhados nos parâmetros acanhados do nosso aprendizado na vida física.

Com amor,

Lucilla e Caio Quinto

Elysium

http://www.elysium.com.br