UNIDADE?!...
por Lucilla- meridius@superig.com.br

Sim - eis que alcançastes, ao menos pelo intelecto, o ponto: Unidade; mas, durante quanto tempo não alcançareis a necessidade urgente de cessar a nutrição da infinidade de "separativismos" mascarados sob nomes bonitos, e sob o contexto de meras diferenças?

Cada criação no Universo é exclusiva, dada a magnificência incessante do Criador; coabitam homens, animais, flores, plantas, anjos, espíritos na invisibilidade situados na infinidade de graduações vibratórias evolutivas; mundos; sóis, meteoros, luas, estrelas...e o inimaginável para o vosso alcance imediato. A infinita diversidade dentro da Unidade da vida.

A diversidade na Unidade da vida, constituída, no seu cerne, da mesma substância cuja origem repousa no sopro primeiro da Vida universal. Diversidade dentro da Unidade - que jamais deveria servir de pretexto para qualquer hierarquia arbitrária de valores, nos movimentos de vossa existência.

Diversidade de raças, que não justifica o massacre de umas, em decorrência do preconceito étnico de outras.

Diversidade de opiniões, não passível de endossar qualquer pretensão destrutiva de superioridade em relação aos seus semelhantes, em razão de meros ângulos diferenciados de visão de vida.

Diversidade lingüística e financeira, que não empresta a ninguém qualquer acréscimo de valor em si, e não respaldado pela nobreza dalma - algo conquistado por todos na escola infinda da evolução, mais cedo ou mais tarde, confirmando que todo o que realmente é grande de espírito, preliminarmente é grande em humildade.

Diversidade religiosa ou filosófica - mera reveladora das tendências humanas no tocante ao seu alcance de consciência da divindade e da Espiritualidade - em nenhuma hipótese aceitável como justificativa da fundação de agrupamentos, cuja pretensão última, ostensiva ou dissimulada, é confinar Deus dentro de uma garrafa com direitos autorais, moldada segundo os limites de seu entendimento, e colorida com as cores renitentes de seus personalismos transitórios - o sutil jogo do ego, excludente de todos os que, segundo os seus julgamentos vaidosos e arrogantes, "ainda não são dignos"...

Dignos de que?! - perguntamo-vos, no entanto, já que a Vida, em sua última essência, dentro e fora de tudo, é livre e acessível a todos, indiscriminadamente - e se o espaço incomensurável da Criação abriga a exuberância incessante de suas próprias obras, sem excluir a nada nem a ninguém?!

Que pretensão é esta de rejeitar a A, B ou C como inadequados, quando a própria Divindade procede, quanto a vós próprios, crianças da Terra, de dentro de uma inalterada tolerância e compaixão para com as vossas estultícies e enganos, muitas vezes catastróficos, tanto para convosco, quanto para com a Vida em si?!

A integridade absoluta dos vossos conceitos de Unidade só será válida ao conquistardes, definitiva e meritoriamente na rotina das vossas vidas, a exclusão de todos estes separativismos inaceitáveis, da vossa contraditória sociedade.

Cuideis das armadilhas e argumentos ardilosos assoprados pelo vosso intelecto, recordando, para o cultivo da vossa humildade e progresso, que, perante as realidades maiores do infinito, e a Sabedoria excelsa que norteia os muitos mundos perdidos no Universo, a vossa tão alardeada inteligentsia - no mais das vezes ainda mesmo a que serve aos vossos caminhos místicos - comparece apenas como lastimável cegueira, precisada de ajuste e da abnegada assistência daqueles que, dos planos privilegiados da Vida, lhes norteiam, amorosamente, os caminhos...

Kelfro
pela psicografia de Lucilla