QUESTIONAMENTOS DE UMA NOVA ERA
Vera Helena Tanze - vhct@uol.com.br

Olá meus amigos,
Como acredito que minhas dúvidas possam ser as de muitos, resolvi dividir meus próprios questionamentos com vocês. Fico pensando: qual o código de justiça para tantas desigualdades que assolam o Planeta? Será tudo carma? Quando terá fim? Por que uma pessoa tão boa pode estar sofrendo assim? Pelas leis até então vigentes, sabe-se que é a própria pessoa a optar por este caminho para “saldar” seus débitos...

Recebo canalizações lindas dizendo que a era do carma acabou, mas então, o que é isso? Pessoas doentes, ricas, pobres, aleijadas, cegas, pessoas más se dando bem, máfias, governos ocultos... que mundo melhor poderemos ter em tão curto espaço de tempo? Só mesmo se acabar tudo pra recomeçar do zero.
Vocês devem estar pensando: “Bom, se ela que canaliza estas mensagens pensa assim, o que devemos nós pensar”?
Pois é! Também não sei. Estou muito brava. Cansei desta conversa de carma, expiação, etc...

Todo avatar sofreu, menos Saint Germain. Ele representa a prosperidade, a eternidade, a alegria. Será esta a Nova Era? Então, como alcançá-la? Até 2012 tudo terá iniciado... como?
Lembrei de Gurdjieff, que nos trouxe os ensinamentos da Escola do Quarto Caminho. Fiz esta maravilhosa escola, que se resume, em poucas palavras, ao seguinte:
Até pouco tempo, tínhamos três formas de alcançarmos a evolução:
Pela dor (os faquires); pelo retiro (os eremitas) e pela fé (os monges). O quarto caminho seria o desenvolvimento do autoconhecimento, sem dor, nem isolamento, nem fé cega. Conscientemente, fazemos o caminho de volta ao útero da Grande Mãe, recordando nossa origem galáctica, através de muito esforço próprio.
Vários eram os instrumentos usados na escola: Tarô egípcio, Cabala, Astrologia, alquimia, meditação, mantras, exercícios de conscientização corporal, de respiração, entre outros.

Os ensinamentos são baseados nas 10 Leis Universais.
Todas são interessantes e aplicáveis no dia-a-dia, mas nesse momento de transição, acho muito interessante a quarta Lei, que ensina que todo terceiro estágio precisa de uma nova força 'insertiva' para que se comece o próximo estágio. Esta Lei combina com outra, a sétima, que explica este movimento e usaremos uma escala musical (ocidental) para exemplificar: Uma escala tem 7 notas: do, ré, mi, fá, sol, la, si. Para passar do mi para o fá, temos que elevar um tom, caso contrário teremos um patamar linear. O mesmo se dá na passagem do si para o próximo do, que seria a 8ª nota na seqüência. Podemos ver isso - na prática - no casamento, quando se costuma dizer que há a crise dos três e dos sete anos. Na verdade, se não se presta atenção e não inovamos no relacionamento, estes dois períodos são perigosos, por causa desta Lei Universal que neste caso resultam nas famosas crises do terceiro e sétimo ano de casados.
Nesta mesma toada, vamos projetar uma cruz (A que ilustra o texto)

Toda cruz é composta de quatro quadrantes. A ponta superior é YOD, a lateral esquerda é HE, a ponta inferior é VAU e a outra lateral é também HE, que são nomes Sagrados de Deus, na Cabala. Imaginemos a Terra redonda, com uma cruz desenhada ao centro de ponta a ponta. Teremos a Terra cortada em quatro partes: O 1º quadrante vai de YOD à He, o 2º de HE à VAU, o 3º de VAU ao segundo HE e o 4º de HE a Yod. Este seria o movimento linear da evolução multidimensional da Terra, impossível de ser detalhado. Para simplificarmos e entendermos melhor, mais didaticamente, vamos colocar tudo em desenho bidimensional, linear, embora saibamos que estamos nos referindo ao Infinito, ao Universo, pois são leis abrangentes e cósmicas.

Pois bem, ao passar do segundo HE para YUD e assim completar o quarto quadrante da Terra, precisaremos de uma nova força insertiva para que se complete este estágio. Nós estamos vivendo exatamente este último quadrante da Terra. A força nova de que precisamos, é justamente a autoconsciência e o autoconhecimento que nos levam ao caminho da Luz, da verdade, nos libertando das teias da ilusão que nos foram impostas. Dentro destas ilusões, está a crença de que ainda precisamos sofrer por carmas. Isto realmente acabou. Jesus disse na Cruz, que Ele seria “o último cordeiro a ser imolado em sacrifício”, mas ninguém entendeu e continuam procurando a cruz...
Chega, pessoal!

Para nós que ainda estamos encarnados, vamos deixar bem claro que na próxima encarnação, não vamos precisar escolher passar por dores para expurgar culpas. Os seres que não estiverem dentro da vibração da próxima etapa da Terra, automaticamente irão para outros mundos condizentes com sua vibração. Os que ficarem, será por afinidade energética e não por “merecimento”, pois não há culpas nem punições e sim ajustes energéticos. Ou seja, os iguais se unem e os não iguais se separam, por atração como ímã, já que somos energia pura. Isto está acontecendo em larga escala: pessoas casadas há anos, se separam de repente e outras se encontram como se fossem velhos conhecidos. Com a aceleração temporal sobre a qual já nos referimos em outros artigos, estamos hoje desfrutando somente 16 das 24 horas do dia, o que nos faz dispor de menos tempo. As pessoas mais sensíveis percebem esta urgência de fazer algo que não sabem o que é. Na verdade, nada há a ser feito, a não ser dar o melhor de si, com a consciência de que estamos ajudando ao próximo, mas principalmente, a nós mesmos... nosso maior compromisso.

Voltando à nossa cruz, vamos imaginar que consigamos passar e completar o quarto quadrante que é a quarta dimensão. Muito bem, estamos aptos a começar um novo movimento rumo à quinta dimensão, que poderíamos dizer de forma bem simples, que um vetor sai do segundo HE e sobe para entrar em outro YOD, da segunda “Terra” e recomeçar todo o processo, que, para esta Terra, levou milhares de anos, mas que com a aceleração temporal e a sutilização dos mundos mais avançados que são nosso destino, levará menos tempo, dentro do conceito temporal que ainda possuímos. Desta maneira, a segunda Terra se completa e inicia um novo movimento para a terceira Terra.
Aqui, novo entrave, pois pela Lei que colocamos, terá que ser inserida uma nova força para que o processo continue e se complete gerando novos estágios evolutivos.

Resumindo, a cada três etapas, temos que fazer uma forcinha para passarmos para a quarta e idem da sétima para a oitava.
Daí que saem os “exílios planetários”. Nestas passagens, é que se expurga, se “limpa” o planeta naquela dimensão.
Um ser de setima dimensão pode vir para cá? Isso não seria involução o que é proibido pela Lei Maior?
Não, isto é respeitar as vibrações individuais. O ser que estiver neste contexto vai aprender muito mais aqui do que na oitava dimensão. É a mesma coisa que colocarmos uma criança na faculdade: não dá. Ao mesmo tempo, este ser mais evoluído em alguns aspectos (e geralmente é no tecnológico), vem trazer avanços científicos, culturais ou espirituais. Enfim, dá e recebe dentro das Leis Universais.
Isto possibilita um verdadeiro intercâmbio de raças, o que faz de nosso planeta um grande laboratório.

Tudo isso que lhes disse, é apenas para lhes passar uma idéia semente: façam o melhor que puderem, sejam éticos em tudo, tenham compaixão, solidariedade e não julguem, pois estamos sendo selecionados e cada um tem dentro de si, a nova força para alcançar um novo patamar. Não esperem do outro: façam por vocês, mesmo que não sejam reconhecidos como acham que merecem.
Chega de sofrimento, de carmas, de perdas tristes.
Vamos juntos, ser a força vetorial, que vai ajudar a alavancar este planeta, para novos orbes, mais justos, mais conscientes e plenos.

Muita luz!
24/09/04